sábado, 14 de junho de 2008

A Mulher na Bíblia

Os princípios segundo os quais você foi criado se adequam à ética e à moralidade? Esses princípios se adequam à sua filosofia de vida?

Preconceito? Discriminação? Desigualdade? Tais palavras refletem com precisão, algumas condutas, palavras e preceitos, dirigidos e relacionados com a participação da mulher na sua vida na família, sociedade e igreja. O que a Bíblia registra sobre tais fatos, e de que forma este quadro tem mudado, é o que se aborda nesta exposição.

Segue abaixo uma série de textos bíblicos e fatos extra bíblicos, que demonstram claramente a discriminação que as mulheres têm sofrido ao longo dos tempos:

1 No Pentateuco (Gênesis a Deuteronômio), as mulheres são quase sempre identificadas por meio dos homens que são seus pais, maridos, filhos, etc.

  • Sara, Mulher de Abraão (Gn 16)
  • Rebeca, a esposa de Isaac (Gn 25)
  • Tamar, a nora de Judá (Gn 38)
  • Asenate, filha de potífera e mulher de José (Gn 41)
  • Zípora, filha de Jetro, mulher de Moisés, mãe de Gérson (Ex 2)
  • Eliseba, filha de Aminadabe, mulher de Arão(Ex 6)
  • Miriam, irmã de Arão (Ex 15)
  • Joquebede, a mãe de Moisés (Nm 26)

2 Nos Livros Históricos (Josué a Ester), além de continuarem sendo identificadas pelos homens, a quem estão ligadas, elas tornam-se anônimas;

  • A concumbina anônima de Gedeão (Jz 8)
  • A filha anônima de Jefté (Jz 11)
  • A esposa anônima de Manuá (Jz 13-14)
  • A esposa anônima de Sansão (Jz 14)
  • A mãe anônima de Mica (Jz 17)
  • A esposa anônima de Finéias (1Sm 4)
  • A serva anônima que salvou Davi (2Sm17)
  • A esposa anônima de Jeroboão (IRs 14)
  • A viuva anônima de Serepta (1Rs 17)
  • A sunamita anônima (2Rs 4)
  • A emprega anônima e a esposa anônima de Naamã (2Rs 5)

3 O valor de uma mulher era geralmente associado a sua capacidade de gerar filhos. Quando isto não acontecia, eram rejeitadas pela sociedade (2Sm 6.23, etc.).

4 As mulheres só podiam ter um marido (1Sm 25.44), enquanto um homem podia normalmente possuir muitas mulheres (Gn 16; 25; 29; Jz 8.30; 2Sm 1.2; 1Sm 18.27;25.42-43; 2Sm5.13; 1Rs 3.1; 11.3).

5 As mulheres eram consideradas propriedades dos homens (Nm 31.9; Dt 21.11-13; 1Sm 14.49-50; 2 Sm 3.2-5; 1 Rs 4.11-15; 2Rs 12.2).

6 A Mulher não podia decidir com quem se casaria. A decisão era tomada pelos homens interessados (Jz 14.20; I Sm 25.44; 2Sm 3.15-16).

7 As mulheres eram as maiores vítimas da violência sexual (Gn 34.1-2; Jz 19; 2 Sm13).

8 Uma filha poderia ser vendida como escrava (Ex 21.7).

9 O pedido de divórcio era exclusividade dos homens (Dt 24.1-4), que segundo as escolas dos Rabinos Akkiba e Hillel, poderia pedi-lo por qualquer motivo, por banal que fosse.

10 No caso de uma mulher ser estéril, poderia ceder uma escrava para dar filhos ao seu marido (Gn 16.1, 2). No caso de um marido estéril, o mesmo não acontecia.

11 As mulheres só herdavam propriedades e bens dos maridos ou pais, na ausência de um herdeiro masculino (Nm 27.7-8).

12 O voto de uma moça ou de uma mulher casada não tem validade, a não ser pelo consentimento do pai ou do marido, que podem também anulá-lo (Nm 30.4-17).

13 A mulher viúva, visto que não se encontrava ligada a qualquer homem, era marginalizada pela sociedade (Sl 109.9). Seus filhos, apesar de terem mãe, eram considerados órfãos (Jó 24.9).

14 As mulheres não comiam com os homens, mas ficavam em pé servindo-os à mesa.

15 Era impróprio para um israelita falar com uma mulher na rua (Jo 4.27).

16 No século II d.C., o Rabi Meir criou a seguinte oração “te agradeço ó Senhor, por não ter-me feito um gentio, um escravo, ou uma mulher”.


terça-feira, 13 de maio de 2008

Wangari Muta Maathai

Uma árvore de médio porte, retira algumas dezenas de metros cúbicos de gás carbônico do ar e devolve o carbono ao meio ambiente em madeira e matéria orgânica, que é introduzida no ciclo carbônico entre os seres vivos. Imagine o que 30.000.000 de árvores podem fazer para o meio ambiente! Foi essa quantidade de árvores que Wangari Muta Maathai plantou.

A ativista com um de seus prêmios

Wangari Maathai nasceu no Quênia em 1º de abril de 1940. Estudou Biologia nos Estados Unidos e na Alemanha. Recebeu o diploma de Bacharel em Mount St. Scholastica College (atual Benedictine College). Recebeu o título de Mestre da Universidade de Pittsburgh. Voltou ao Quênia e recebeu o título de doutora pela Universidade de Nairobi. Fundou o Green Belt Movement, com o qual contribuiu com o desenvolvimento sustentável no mundo. Foi eleita ao Parlamento do Quênia em 2002. Em 2004, ganhou o Prêmio Nobel da Paz por sua contribuição ao desenvolvimento sustentável, democracia e paz, tornando-se a primeira mulher africana a receber o prêmio.

Outros prêmios laureados à ativista:

  • 1984: Right Livelihood Award (também conhecido como "Prêmio Nobel Alternativo")
  • 1987: Global 500 Roll of Honour
  • 1991: Goldman Environmental Prize
  • 1991: Africa Prize
  • 1993: Edinburg Medal (pela "Notável contribuição à to Humanity through Science")
  • 2004: Petra Kelly Prize
  • 2004: Sophie Prize
  • 2004: Nobel Peace Prize
  • 2006: Légion d'honneur
  • 2007: World Citizenship Award
  • 2007: Indira Gandhi Prize

Wangari Maathai e o Green Belt Movement

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Atlanta Plus

Durante a exibição da cerimônia de abertura das Olimpíadas de Barcelona, em 1992, ao perceber que dos 169 países que enviaram atletas para as Olímpiadas de Barcelona, 34 não apresentaram mulheres participantes, o sangue de Annie Surgier ferveu. Surgier, uma física nuclear de uma agência do Governo da França, e outras mulheres idealizaram uma campanha chamada Atlanta Plus contra a barreira de esportistas mulheres. Se alguma delegação olímpica não apresentasse nenhuma competidora do sexo feminino, seria excluída dos Jogos Olímpicos em Atlanta em 1996.

O grupo diz que a discriminação sexual é análoga à discriminação racial que resultou na proibição da África do Sul dos Jogos Olímpicos entre 1964 e 1992. A Carta Olímpica estabelece que "qualquer forma de discriminação em relação a um país ou uma pessoa por razões de raça, religião, política, sexo é incompatível com os princípios do Movimento Olímpico".

"O que está acontecendo não é aceitável e é preciso alertar a opinião pública", disse Annie Surgier, uma das organizadoras da campanha. "Em Barcelona, em 1992, as pessoas estavam celebrando o fim do apartheid e do regresso da África do Sul para os Jogos. Mas ninguém dizia nada sobre os 34 países que não tinham mulheres atletas representando-os.

"É vergonhoso que os organizadores olímpicos concordem com isso."

O protesto, que se denomina Atlanta Plus, conta com apoio de grupos de mulheres de vários países, entre eles França, Bélgica, Alemanha e Suécia. Os organizadores mobilizaram federações desportivas e pressionaram grandes corporações que são patrocinaram os Jogos de Atlanta.

Dos 9959 atletas listados como participantes nas Olimpíadas de 1992, 2851 eram mulheres. As maiores delegações completamente masculinas eram do Irã com 40 atletas, Qatar com 31, o Paquistão com 27 e Kuwait com 36.

O protesto foi duro, mas houve recompensa. Na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Atlanta em 1996 todas as delegações apresentaram mulheres esportistas. A tocha olímpica foi acesa pelo boxeador Muhammad Ali durante a cerimônia de abertura.

domingo, 26 de agosto de 2007

Mulher com genética masculina e homem com genética feminina? Sim, é possível.

A genética humana é definitiva para determinar a sexualidade e permitir a reprodução entre a espécie. Para que uma pessoa seja considerada mãe, é necessário que ela passe um cromossomo X para o filho ou filha. Ao mesmo tempo, o pai deve passar um cromossomo X ou Y, que , juntado ao da mãe, formará um indivíduo com um par de cromossomos XX ou XY. Assim, se determina a genética feminina (XX) ou masculina (XY), do ser que está para nascer.

A diferença entre a aparência de homens e mulheres envolve conceitos que não dependem apenas do genótipo, mas das interações entre o genótipo e o meio ambiente: o fenótipo. Durante o início da fase embrionária, não se observa nenhuma diferença anatômica entre embriões do sexo masculino e feminino. Essa diferença aparecerá ao longo da gestação e ao longo da vida do indivíduo, principalmente por efeitos hormonais.

É possível, no entanto, encontrar algumas mulheres com genética masculina. Apesar da aparência normal, elas possuem o cromossomo exclusivamente masculino, o Y. Ocorre que, por algum motivo, o gene que determina a formação dos testículos, conhecido como SRY, vai parar em outro cromossomo. Como conseqüência, os testículos não se desenvolvem como deveria acontecer em um homem normal e a produção hormonal fica igual à de uma mulher.

O contrário também pode ocorrer em homens. A pesquisadora Giovanna Camerino, da Universidade de Pavia, na Itália, publicou com seus colegas pesquisa na revista científica "Nature Genetics" sobre este fato. De acordo com o estudo, o responsável parece ser o gene conhecido como RSPO1. Ele está presente numa versão alterada entre quatro homens de uma família italiana. Ao analisar o DNA de um "homem" portador dos cromossomos XX, Camerino e companhia encontraram a mesma alteração, o que confirmou as suspeitas em torno do RSPO1.

A alteração sexual não é o único efeito da versão mutante do gene: ele também causa a doença conhecida como hiperqueratose palmoplantar (em que as palmas das mãos e as solas dos pés são anormalmente grossas) e predisposição a um tipo de câncer de pele.

Tanto os homens quanto as mulheres com essas mutações são estéreis, provavelmente porque os que apresentam o par XX precisariam de um ovário para produzir suas células sexuais, os óvulos, e os que apresentam o par XY precisariam de um testículo para produzir suas células sexuais, os espermatozóides.

A análise feita por Camerino e sua equipe sugere que a inserção de apenas uma "letra" química de DNA a mais no código da RSPO1 é suficiente para causar a tríade de problemas. A função do gene em pessoas normais ainda precisa ser mais estudada, mas há indícios de que ele ajude a formar corretamente os ovários e a parede dos órgãos genitais femininos. Sem a presença dele, é como se o corpo "entendesse" que deveria produzir um menino, e não uma menina.

Fica a dúvida quanto à definição do sexo de uma pessoa que apresente um desse tipo de mutação. A despeito da importância da Genética para a distinção entre os sexos, as características físicas são os únicos indícios que uma pessoa possui para tratá-los como "ele" ou "ela".